sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Wannabe-Jazzer - In a Sentimental Mood

Hoje decidi partilhar com vocês aquele que até hoje, penso que representa a minha melhor improvisação.

O tema é bem soft, mas na altura, lembro-me de ter ficado muito satisfeito quando ouvi o resultado.

Foi gravado em meados de Abril.

Enjoy!! Ou não...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

I-II-III-IV

Mais uma progressão para a coleção. (Que poeta)
 
Esta progressão é utilizada frequentemente quando temos muito tempo com o mesmo acorde, tipicamente, 2 ou mais compassos.
 
Se aplicarmos esta progressão quando estamos em C7M, ficamos com algo do género:
C7M|D-7|E-7|F7M
 
Se fizermos este movimento ascendente e descendente, conferimos mais movimento ao solo e não precisamos de ficar presos ao acorde de C.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Growling

Bom, o título do post é estranho... está em inglês, e penso que a sua tradução à letra é qualquer coisa como rosnar.

Confesso que não conheço o termo em português, se é que existe algum.

Mas o que é isto do growling? Vou definir growling como um efeito que pode ser aplicado numa nota ou numa frase e no qual parece que esta nota/frase é tocada de uma forma muito agressiva, como que a rosnar ou a rasgar o som.

Nada como um exemplo para ilustrar o que estou para aqui a papaguear. Neste vídeo, ao 1 min e 9 seg podemos ver o Eurico a dar um belo exemplo de growling.



Vou expor aqui um método válido para instrumentos de sopro que permite treinar este efeito. Existem vários métodos possíveis no entanto, achei este particularmente bom e eficaz.

- Com o dedo polegar e indicador, fazer uma forma em "o"
- Com o punho fechado, soprar e tentar um gemido sexy ao mesmo tempo
- Quando conseguirmos fazer isto bem, pegar na gaita
- Fazer o mesmo com a boquilha mas sem tentar tocar alguma nota, só soprar e o gemido
- Quando nos sentirmos confortáveis com a técnica, fazer o mesmo tocando uma nota

Fonte: http://forum.saxontheweb.net/showthread.php?149061-Can-you-growl-to-growl

Não se preocupem com o som do gemido porque este não é perceptível, já testei o resultado e funciona.

Não sou especialista em ondas sonoras, mas penso que este efeito é conseguido através do conflito entre a nota que estamos a tocar e a que estamos a cantar. O efeito será tão mais agressivo quanto a distância entre as notas. Isto quer dizer que se tocarmos e cantarmos a mesma nota, aparentemente o efeito não é conseguido. Mas penso que não precisam de se preocupar com isso uma vez que é muito difícil acertar a nota cantada com a tocada.

Para minha alegria, este foi um efeito que aprendi com muita facilidade (ao contrário de outros que se têm mostrado um verdadeiro pesadelo). Aparentemente, segundo alguns testemunhos, para alguns pode ser difícil produzir o efeito no entanto, para quem tiver mais dificuldades, não desespere. Com treino vai lá.

Bons growls!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ausência

Ilustres, devo pedir desculpa por uma ausência tão prolongada. As minhas tão merecidas férias e o meu recente casamento não me permitiram escrever nada entretanto. Mas, para vosso júbilo, estou de volta. :)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

III-VI-II-V

Esta progressão (Ex: E-7|A-7|D-7|G7) é também uma variação usual da progressão I-VI-II-V. É muito usada em turnarounds.
Um turnaround, de uma forma simplista, é um mecanismo usado que sugere que o tema vai voltar ao início.

Ainda não abordei o modo Frígio, mas o discurso acaba por ser semelhante ao apresentado do modo Aeóleo

Também se pode reharmonizar esta progressão ficando neste caso com a seguinte cifra para o exemplo apresentado: E7(#9)| A7 | D7(#9) | G7

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Como manter a chama acesa?

Já há algum tempo em que não toco na gaita. Seguramente, há mais de uma semana.

É nestas alturas que a coisa descamba. Quando voltar a pegar no bicho, é o som, é a improvisação, os dedos... tudo me vai fazer confusão. Só por sorte não atiro a gaita pela janela, correndo o risco de acertar no infeliz transeunte que por ali passe naquele exacto momento em que ela, após três mortais encarpados e um voo picado, embate-lhe mesmo na fronha.

A verdade é que infelizmente a minha vida não é só música pelo que, esta não foi a primeira, nem será a última vez que isto acontece e como tal, o melhor é gerir as expectativas sobre até onde vou conseguir chegar. E sobretudo, perceber que o caminho é longo e penoso.

Como manter a chama acesa? Não sei, talvez seja casmurrice...

Pelo sim pelo não, secalhar é melhor não me meter com estes dois senhores...



quarta-feira, 14 de setembro de 2011

I-VI-II-V

Outra das progressões que é frequente encontrarmos é a progressão I-VI-II-V. (Ex: C7M|A-7|D-7|G7)

Para improvisarmos sobre esta progressão, deveremos usar respectivamente, os modos Jónio, Aeóleo, Dórico e Mixolídeo.

Sei que ainda não abordei o modo Aeóleo como abordei os modos Dórico e Mixólideo no entanto, vocês podem tentar fazê-lo. Ele já foi introduzido aqui, pode ser a vossa base de trabalho.

Uma das características que salta à vista é que o acorde que caracteriza o modo Aeóleo é igual ao do Dórico. Não obstante, a sua escala não é a mesma e, por outros motivos que ficarão claros no futuro, não podemos utilizar a mesma fórmula para ambos os acordes por serem modos diferentes.

Estas diferenças ficarão claras no futuro. Por agora, a curiosidade que posso referir é que, nos dias de hoje, é permitido substituir o acorde A-7 por A7.

Para quê complicar? Se tiverem a oportunidade de testar o que foi dito no teclado, vai ficar claro o porquê: é uma passagem que tem muito mais cor, mais interessante, oferece um maior sentido de resolução para o acorde Dórico (II). Adicionalmente, existem muitas mais opções de alteração de acordes dominantes do que o presente.

Naturalmente, também existe uma explicação teórica para tal facto no entanto, não me quero alongar muito sobre o assunto sob pena de tornar o post demasiado longo, sem necessidade. Para os mais curiosos, e para saberem por onde pesquisar sobre este tema, fiquem com a informação de que A-7 (VI) é uma inversão do acorde C6 (I). Mais uma vez, temos aqui a brincadeira do círculo de 5ªs. Podem verificar que A é vizinho de D no círculo. Esta premissa é válida em muitas progressões utilizadas.

Bom estudo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Wannabe-Jazzer - Once I Loved

Por esta altura, os milhares de seguidores estarão a perguntar-se: Então mas este gajo só manda bitaites?!

Têm razão. Este blog é sobre um tipo que quer ser jazzador e como tal, tem que jazzar, ou pelo menos tentar. (Até rima... isto promete!)

Em jeitos de introdução, devo dizer-vos que o meu objectivo é ser um saxofonista. A minha preferência é claramente o tenor, mas também tenho um alto.

Isto para dizer que no outro dia decidi tirar as teias de aranha ao meu saxofoninho alto que também tem direito a ser soprado. Curiosamente, e à parte de algumas desafinações grosseiras devido ao pouco uso do bichinho, acho que fiz uma das minhas melhores improvisações.

Eis o resultado. Enjoy!! Ou não...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Koalas Desperados

E porque a vida não é só jazz...
Um projecto internacional muito interessante com a participação do tuga Bezegol.


sábado, 10 de setembro de 2011

V of V

Apesar da progressão II-V-I ser de longe, a mais usada, existem também outras que são comuns.

Uma delas é a V of V.

Esta progressão caracteriza-se por ser uma série de acordes dominantes sucessivos e que, como o próprio nome indica, estão relacionados por serem o acorde V do tom seguinte.

Esta característica permite mais uma vez verificar que o círculo de 5ªs está patente nesta progressão.

Para improvisar sobre esta progressão, é só utilizar o modo mixolídeo em cada um dos acordes.

Exemplo:
C7|F7|Bb7|Eb7

Análise:
C7 é o acorde V de F;
F7 é o acorde V de Bb;
Bb7 é o acorde V de Eb.