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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

5º modo escala menor melódica

Não existem muitos apontamentos a fazer sobre este modo.
 
É um modo que é raramente utilizado. Existem muitos problemas com este modo, o que acaba por realçar as limitações dos métodos tradicionais.
 
No que respeita à sua classificação, temos um acorde dominante (Ex: G7) mas com o grau 13 (ou 6) sendo alterado para b13. (Ex: G7b13)
 
Nesta cifra, as escalas mais usadas são a alterada e a de tons inteiros, que veremos mais à frente.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Acorde Lídio Dominante

Chegamos ao acorde Lídio Dominante onde na verdade, existe muito pouco a acrescentar em relação ao post referente ao Acorde Lídio Aumentado.
 
Falando apenas nas diferenças entre estes dois acordes, o que vemos é uma 3ª Maior e uma 7ª menor, característica de um acorde dominante.
 
No entanto, ao tocarmos este modo, deparamo-nos também com um #4, sinónimo de #11.
 
A cifra para este modo seria algo do estilo C7(#11).

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Acorde Lídio Aumentado

Continuando o estudo da harmonia da escala menor melódica, chegamos ao 3º modo onde encontramos um acorde Lídio Aumentado.
 
Neste acorde temos uma 3ª Maior e uma 7ª Maior sugerindo portanto, um acorde do estilo Eb7M.
 
No entanto, ao escrevermos este modo, deparamo-nos com a #4 e #5 pelo que, a verdadeira notação deste acorde deveria ser Eb 7M #4 #5.
 
Para evitar esta cifra comboio, recorre-se à técnica para omitir algumas das alterações do modo pelo que, decidimos omitir o #4 e ficamos "só" com Eb 7M #5.
 
Ao analisarmos o acorde supracitado no exemplo, verificamos também que a 3ª, #5ª e 7ª do acorde fazem a tríade de G pelo que, também podemos cifrar este acorde em G/Eb. Esta cifra deve ser lida como tríade de G com Eb no baixo.
 
Ao cifrarmos os acordes desta maneira, dizemos que estamos a usar um slash chord (acorde com barra). Teremos um post sobre este tipo de acordes lá mais para a frente.
 
Chamamos a este modo Lídio Aumentado porque na prática temos o modo Lídio (#4) com uma 5ª Aumentada (#5).
 
Para terminar, ficamos a saber também que este é um modo que começou a ser usado nos 60's.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Acorde susb9

Hoje vou falar-vos de um acorde bastante interessante, o sus(b9).
 
Para improvisarmos sobre este acorde, temos duas escolhas de escalas:
- o modo frígio
- 2º modo da escala menor melódica
 
A única diferença entre estes dois modos é a 6ª sendo que, é b6 no modo frígio e 6 no 2º modo da escala menor melódica. b6 é muito mais dissonante.
 
Olhando para a 3ª e a 7ª notas do acorde, sugere-se que se pudesse tocar este modo num acorde IIm7. No entanto, a nota b9 impede esta opção.
 
Para finalizar, o mais importante e o que torna este acorde tão interessante; tipicamente, as notas mais importantes de um acorde são a 3ª e a 7ª. Neste acorde específico, as notas mais importantes são a b9, 4ª e 6ª.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Acorde maior-menor

Hoje proponho-me a abordar o primeiro acorde da escala menor, o acorde maior-menor.
 
Antes de começar, queria relembrar que já aqui foi dito que os acordes de 7ª menor funcionam na generalidade como um acorde II.
 
Um acorde de 7ª maior-menor funciona como um acorde menor I - também chamado de acorde menor tónico.
 
Este acorde é frequentemente usado como substituto para os acordes de 7ª menor. No entanto, há que ter algum cuidado; esta substituição só pode ser feita quando o acorde II não faz parte de uma progressão II-V. Outra excepção a ter em conta prende-se com o facto de não podermos fazer a substituição quando a 7ª menor faz parte da melodia.
 
Para terminar, há a dizer que esta substituição não é, de todo, obrigatória. Dá apenas um toque diferente, e não deve ser sobreutilizada.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Harmonia de Escalas Menores

Continuando a nossa jornada pela teoria, os próximos posts serão dedicados à introdução da Harmonia de Escalas Menores.
 
Antes de entrarmos mais em detalhe, vamos tecer algumas considerações gerais sobre este tipo de Harmonia. A primeira curiosidade prende-se com a constatação de que o mais pequeno pormenor pode ter uma influência gigante num contexto mais abrangente.
 
O que estou a querer dizer com isto? Sabem qual a diferença entre uma escala maior e menor? Não estamos a falar de escalas menores harmónicas nem melódicas, estamos a falar da simplesmente da escala menor.
 
Pois bem, a única diferença entre estas escalas reside na 3ª nota da escala.
 
Relativamente à tónica, temos uma intervalo de 3ª Maior na escala Maior e uma 3ª menor na escala menor.
 
Realço, é a única diferença!
 
Esta pequena diferença faz com o panorama geral seja amplamente diferente entre estes dois tipos de harmonia.
 
A escala menor começa por ser uma escala muito mais "escura" e exótica. Tem também mais possibilidades de intervalos o que enriquece este tipo de harmonia.
 
A saber:
 
- Ambas as escalas têm 7 modos
 
- A escala maior tem apenas intervalos de 4ª, sendo que apenas um deles não é perfeito, é um trítono.
C_F D_G E_A F_B (trítono) G_C A_D B_E
 
- Já a escala menor tem dois trítonos e uma 3ª Maior
C_F D_G Eb_A (trítono) F_B (trítono) G_C A_D B_Eb (3ª Maior)
 
Por uma razão que ainda não consegui determinar, nem todos os modos têm um nome à semelhança do que acontece na harmonia de escalas maiores. No entanto, vamos falar neles todos.
 
- menor-Maior: Im7M
- 2º modo da escala menor: IIsus(b9)
- Lídio Aumentado: III7M(#5)
- Lídio Dominante: IV(#11)
- 5º modo da escala menor: Im7M/V
- meio diminuto: VI7m(b5)
- alterado ou diminuto de tons inteiros: VII7alt

domingo, 6 de maio de 2012

Modo Lócrio e acorde semi-diminuto

Para terminar este capítulo sobre a Harmonia de escalas maiores, vou-vos apresentar o único modo da escala maior que não tem uma 5ª perfeita, daí o acorde resultante VIIm7(b5).
 
Uma das características deste modo é que a nota b9 deve ser considerada como nota a evitar ou seja, nota a utilizar com muito cuidado, tipicamente apenas como nota de passagem sem grande ênfase.
 
Este modo pode ser substituído pela escala menor harmónica, são ambos válidos.
 
Existe também um modo na escala menor melódica que não tem notas a evitar, mas já veremos.
 
Por agora, encerramos o capítulo sobre Harmonia de escalas maiores e vamos passar para a harmonia das escalas menores.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Modo Aeólio

Temos hoje mais um post sobre a nossa jornada teórica e para hoje, o tema escolhido é o modo Aeólio.
 
Este modo é frequentemente referido como escala menor natural. Não obstante, é um modo utilizado muito raramente e não há um grande consenso na sua utilização.
 
Como este modo corresponde ao 6º modo de uma escala maior, este pode ser utilizado numa progressão diatónica normal como por exemplo III-VI-II-V.
 
No entanto, mesmo nesta progressão, na grande maioria das vezes, o VI é tocado como acorde dominante, ficando qq coisa do estilo Em7|A7|Dm7|G7.
 
Esta abordagem abre muito mais portas no que respeita à improvisação pois ficamos com muitas opções de alterarmos notas (b9, alt, #9, #11 e por aí adiante).
 
Para terminar, pode afirmar-se que é adequado tocarmos o modo aeólio quando alteramos a 5ª de um acorde ficando com o seguinte exemplo válido Am(b6).
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Modo Frígio e o acorde sus(b9)

Se olharmos para a tabela de modos, era suposto identificarmos o modo frígio quando encontramos um acorde do tipo IIIm7.
 
A relembrar, definimos o modo frígio como sendo:
III- Frígio = 1 b2 b3  4  5 b6 b7
 
No entanto, apesar de estar correcto, não é usual fazê-lo. A nota b6 soa bastante dissonante logo, tanto o acorde como a nota em questão só são abordados em progressões diatónicas (III-VI-II-V). E mesmo esta progressão é muitas vezes reharmonizada logo, este modo é mais utilizado em acordes do tipo sus(b9).
 
Este tipo de acorde traz-nos uma abordagem um pouco diferente daquela que temos abordado anteriormente. Vimos que nos acordes II, V, I as notas mais importantes são a 3ª e a 7ª.
 
Neste tipo de acorde sus(b9) no entanto, as notas mais tocadas e relevantes são a root, b9, 4, 5 e 7.
 
Para os mais distraídos, a definição da nota 9 está aqui.
 
Este acorde é relativamente novo na harmonia do Jazz. Duke Ellington já o tinha usado nos anos 20, mas só nos anos 60, com Coltrane, Shorter e outros é que o popularizaram.
 
Este acorde, tal como os outros acordes do tipo sus, funcionam como acordes dominantes, do tipo V, como tal, tendem para uma resolução para uma 5ª abaixo.
 
Por agora, ficamo-nos por aqui com este acorde no entanto, deixo-vos com duas outras características que serão abordadas mais à frente:
- Este acorde é frequentemente utilizado para substituir outros acordes sus, acordes dominantes e mesmo progressões ii-V
- Existe uma outra escala que podemos tocar sobre este acorde

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O modo Lídio e o acorde 7M(#4)

Iniciamos então esta jornada sobre a harmonia de escalas maiores por falar de uma das substituições mais frequentes nos acordes maiores de 7.
 
O modo Lídio pode ser tocado em quase todos os acordes maiores de 7ª. Ou seja, a título de exemplo, podemos quase sempre substituir um acorde C7M por C7M(#4) - tocar Dó Lídio em vez de Dó Jónio. Cria um efeito moderno quando se toca o F# e evita-se a nota evitada F, passe a redundância. :)
 
Este acorde é visto como um acorde moderno.
 
A título de evolução histórica, os músicos pré-bebop já utilizavam a 4ª em acordes dominantes, mas apenas como nota de passagem. Os músicos do bebop passaram a alterar esta nota mas apenas em acordes dominantes. No entanto, atenção que esta alteração em acordes dominantes faz com que o acorde em causa deixe de pertencer a uma escala maior, ficando a pertencer a uma escala menor melódica (abordada num futuro post).
 

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Harmonia de Escalas Maiores

No que respeita à vertente teórica do blog, vamos começar uma jornada sobre a harmonia de Escalas Maiores.
 
A título de introdução, vamos tecer algumas considerações.
 
Primeiro devemos estar conscientes que num determinado acorde, podemos tocar várias escalas ou modos. Já falámos em algumas, mas vamos relembrar as escolhas mais básicas
 
- Jónio: I7M
- Dórico: IIm7
- Frígio: IIIsus(b9)
- Lídio: IV7M(#4) ou IV7M(#11)
- Mixolídio: V7
- Aeólio:VIm(b6)
- Lócrio: VIIm7(b5)
- Mixolídio: Vsus
 
Para terminar esta introdução, lanço a seguinte questão: Se todos aqueles acordes pertencem à escala de C Maior, porquê pensar em modos e não apenas na escala onde as progressões se encontram?
 
Por causa das notas a evitar. Este tema será abordado no próximo post.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

9,11 e 13 - O que significa?

Para quem já andou a ver umas cifras, certamente deve-se ter perguntado sobre o significado dos 9, 11 e 13 que eventualmente encontraram.
 
Uma explicação muito básica sobre este tema:
 
Se estivermos em C, aprendemos que 5 = G e 7 = B. Ora, os números 9 e 11 aparecem quando prolongamos a escala a mais do que uma oitava, ficando então:
1 - C
2 - D
3 - E
4 - F
5 - G
6 - A
7 - B
8 - C
9 - D
10 - E
11 - F
12 - G
13 - A
14 - B
 
Para justificar a utilização dos números 9 e 11, vamos também estabelecer uma outra regra. Os acordes são construídos por intervalos de 3ª e só acrescentando mais do que uma oitava é que obtemos todas as notas da escala:
1 - C
3 - E
5 - G
7 - B
9 - D
11 - F
13 - A
 
Em termos de leitura, podemos estabelecer que:
2 = 9 = D
4 = 11 = F
6 = 13 = A
 
No que respeita às cifras propriamente ditas, posso dizer pela minha experiência que:
 - Em 99% dos casos, se quisermos referenciar a 2ª nota da escala, encontramos um 9 (Ex: Esus(b9))
 - No entanto, na referência à 4ª nota da escala, já encontramos um rácio mais equilibrado, talvez na ordem dos 50-50 (Ex: F7M(#4) e F7M(#11))
 - Já em relação à 6ª nota da escala, ainda não encontrei muitos casos onde fosse referenciada numa cifra, mas tipicamente, tendem a ser utilizados de uma forma equilibrada também.
 
Uma maneira simples de nos familiarizarmos com esta numeração é descrever uma escala como sendo:
root, 9, 3, 11, 5, 13, 7

quinta-feira, 29 de março de 2012

Teoria de Acordes/Escalas

O último post sobre Jazz Modal serve de prelúdio ao próximo grande capítulo onde vamos abordar a Teoria de acordes/escalas.
 
A título de introdução para este capítulo, venho reforçar algumas premissas que fazem deste capítulo, um capítulo fundamental no caminho para o desenvolvimento do jazzador.
 
Esta revolução surgiu nos anos 50/60, e como já referimos, é um dos grandes marcos na história do Jazz: o começo do pensamento horizontal (escalas e modos) como complemento ao pensamento vertical (acordes).
 
Com esta nova forma de pensamento, abrem-se muitas portas no que respeita à improvisação pois muitas mais opções ficam disponíveis quando se aborda um tema.
 
De ora em diante, iremos sempre tentar associar as cifras a escalas e modos, mais do que aos acordes propriamente ditos.
 
Neste capítulo, iremos falar sobre a harmonia dos tipos de escala consideradas principais e que já nos vão dar muito trabalho, a saber:
 
- Escala Maior
- Escala Menor Melódica
- Escala Diminuta
- Escala de Tons Inteiros
 
Para quem já percebe alguma coisa de música, sabe certamente que estes não são os únicos tipos de escala disponíveis, mas o meu amigo Mark é que sabe e, por agora, ele só quer falar nestas, portanto, como bom aprendiz, vou fazer o mesmo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Jazz Modal

Vou hoje abordar de uma forma muito superficial um conceito que representa um dos grandes marcos na história do Jazz, o Jazz Modal.
 
Naturalmente, muito mais há a dizer sobre o tema do que aquilo que aqui falo. No entanto relembro, que estes são apenas os meus apontamentos sobre o livro de teoria do Mark Levine e o que encontram aqui escrito são apenas algumas considerações que eu considero relevantes.
 
A melhor e mais curta definição para Jazz Modal consiste em duas premissas, poucos acordes e muito espaço.
 
Podemos dizer que este conceito nasceu com o tema So What de Miles Davis, no álbum Kind of Blue.
 
É um tema muito característico, tendo uma estrutura muito simples:
16 compassos em Dm7; 8 compassos em Ebm7; 8 compassos em Dm7
 
Este conceito trouxe muito mais espaço a cada acorde, o que obrigou os músicos a centrarem-se mais em escalas e modos do que nos acordes propriamente ditos.
 
Podemos afirmar que foi a partir desta altura que houve uma quebra na forma de abordar o Jazz. Em vez de pensarmos de uma forma vertical, abordando cada acorde, começou-se a perspectivar um maior interesse num pensamento horizontal, em escalas e modos.
 
Instanciando esta afirmação ao tema So What, este discurso torna-se perceptível uma vez q, se durante 16 compassos temos apenas um acorde (Dm7) temos aqui um problema para resolver se pensássemos apenas em acordes, ficaria demasiado monótono.
 
Em baixo, segue o tema que é absolutamente obrigatório para qualquer jazzadorzeco que se preze.
 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Modo Mixolídeo

Após as considerações genéricas que foram explicadas no modo Jónio, , vamos então instanciar isto para o modo Mixolídeo, número romano V.
(Saltei uns quantos modos por motivos que vão ficar claros em breve.)

Estrutura genérica:
1 2 3 4 5 6 b7

Para caracterizar o acorde, vamos então analisar os intervalos das notas que o compõem:
Qual o intervalo de 1 para 3? -> 3ª Maior
Qual o intervalo de 1 para 5? -> 5ª Perfeita
Qual o intervalo de 1 para b7? -> 7ª menor

Seguindo a lógica, deveríamos chamar a este acorde, um acorde de sétima menor, e está correcto. No entanto, este acorde é conhecido como acorde de sétima da dominante, V7 (ex: G7)

Quando vemos um acorde destes num tema, sugere-se que estaremos perante o modo Mixolídeo (há excepções e iremos abordá-las a seu tempo).

E com isto quero dizer o quê? Quero dizer que, se eu vir a sigla G7 num tema, posso improvisar tocando o modo Mixolídeo de Sol.

Porquê sétima da dominante?
Bom, se estiverem mesmo curiosos, estudem sobre o tema. Muito suncintamente, está relacionado com a função que o 5º grau tem em relação ao seu modo. Dizemos que tem uma função dominante. De resto, todos os graus têm uma função designada, mas acho que não é uma mais valia estar a explicar isso nesta fase.

Consideração sobre cifras:
Algumas regras que se não repararam ficam aqui explícitas:
Quando ciframos um acorde, geralmente temos em conta as seguintes regras:
- Um acorde é maior, salvo indicação em contrário
- A sétima é menor, salvo indicação em contrário

Exemplos:
C7 - é composto pelo acorde de Dó Maior com uma sétima menor, porque não temos indicação do contrário
D-7M - é composto pelo acorde de Ré menor com uma sétima Maior, conforme as indicações dadas.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Modo Dórico

Bom,

após as considerações genéricas que foram explicadas no modo Jónio, vamos então instanciar isto para o modo Dórico, número romano II.

Estrutura genérica:
1 2 b3 4 5 6 b7

Para caracterizar o acorde, vamos então analisar os intervalos das notas que o compõem:
Qual o intervalo de 1 para b3? -> 3ª menor
Qual o intervalo de 1 para 5? -> 5ª Perfeita
Qual o intervalo de 1 para b7? -> 7ª menor

Ficamos então com aquilo a que chamamos um acorde menor de sétima, II-7 (ex: D-7)

Quando vemos um acorde destes num tema, sugere-se que estaremos perante o modo Dórico (há excepções e iremos abordá-las a seu tempo).

E com isto quero dizer o quê? Quero dizer que, se eu vir a sigla D-7 num tema, posso improvisar tocando o modo Dórico de Ré.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Modo Jónio

Agora que já vimos o que são modos, vamos aprofundar um pouco as suas características.

Já sabemos que modo Jónio e escala Maior são a mesma coisa e que a sua estrutura genérica é a seguinte:
1 2 3_4 5 6 7

Também já sabemos que ao modo Jónio também podemos associar o número romano I.

Finalmente, também já sabemos que se tocarmos mais do que um intervalo estamos a tocar um acorde tendo estudado inclusivamente o que era uma tríade (acorde com 3 notas).

Vamos então aqui estabelecer que (válido para todos os modos): o acorde que define um determinado modo é composto pelos seguintes graus desse modo: 1, 3, 5, 7.

Muito bem,
instanciando a frase anterior ao acorde que é característico do modo Jónio, ficamos com um acorde de sétima maior, I7M (ex: C7M)
1 2 3 4 5 6 7
C D E F G A B

Chegamos a esta conclusão através da seguinte análise:
Qual o intervalo de 1 para 3 (C para E)? -> 3ª Maior
Qual o intervalo de 1 para 5 (C para G)? -> 5ª Perfeita
Qual o intervalo de 1 para 7 (C para B)? -> 7ª Maior

Estas características definem genericamente o que é um acorde de sétima maior.

Quando vemos um acorde destes num tema, sugere-se que estaremos perante o modo Jónio (há excepções e iremos abordá-las a seu tempo).

E com isto quero dizer o quê? Quero dizer que, se eu vir a sigla E7M num tema, posso improvisar tocando o modo Jónio de Mi, ou escala de Mi Maior.

domingo, 4 de setembro de 2011

Modos

Mais uma sova sobre escalas!! (Chiça, co gajo é chato com esta merda)

Vá, não chora...

Como vimos, uma escala maior tem uma estrutura genérica definida:
1 2 3_4 5 6 7_8

Vamos por agora esquecer o 8 que apenas significa que resolvemos a escala para a sua nota fundamental e auditivamente, resolve a tensão que foi criada tocando apenas até ao 7. Se tocarem uma escala até ao 7, vão ver que vai ficar um ambiente muito tenso, a suplicar que toquem a nota seguinte para resolver a coisa.

Agora vamos perguntar-nos: Então e se eu quiser esta série de notas a começar noutra nota? É errado? Não! Simplesmente estaremos a tocar um outro modo.

Escalas e modos são conceitos muito próximos e são muitas vezes misturados.
Exemplo: Escala Maior = Modo Jónio

Vamos então estudar o tom de Dó Maior

Se eu quiser tocar o modo Jónio, quer dizer que estou a tocar
1 2 3_4 5 6 7
C D E_F G A B

Se eu quiser começar a tocar a escala de Dó Maior, mas a começar em Ré, temos que:
D E_F G A B_C
1 2_3 4 5 6_7

Vemos aqui uma estrutura genérica diferente do habitual: temos o meio tom do 2 para o 3 e do 6 para o 7. A esta nova estrutura vamos chamar de modo dórico.

Temos então toda uma nova panóplia de possibilidades sendo que, começando em qualquer tom da escala, temos um modo diferente. Em suma, para cada escala maior temos 7 modos disponíveis. (IEII!! :S )

Agora, como é que podemos caracterizar cada um destes modos de uma forma genérica?
O racional é: o que é que eu tenho que fazer à escala maior a começar nessa nota para obter o modo que quero?

Exemplo: o que é que eu tenho que fazer à escala de Ré Maior para obter o modo Ré Dórico?
Escala Ré Maior: D E F#_G A B C#
Estrutura genérica: 1 2 3__4 5 6 7
Preciso de chegar a: 1 2_3 4 5 6_7
Logo:   D E_F G A B_C

O que é que foi feito: Baixei meio tom o 3º grau e baixei outro meio tom no 7º grau, ou seja, genericamente:
Modo Dórico = 1 2_b3 4 5 6_b7

Apesar de ser um exercício que vocês devem fazer sozinhos, vou apresentar em baixo todos os modos e suas respectivas fórmulas genéricas.
A cada modo vamos associar um número romano. Tanto estes nomes dos modos como os números romanos vão ser fundamentais.


Bom estudo!

sábado, 3 de setembro de 2011

Escala Maior

Vou tentar explicar o que é uma escala maior.

Uma escala caracteriza-se por ser uma sequência de notas com uma estrutura determinada.

O exemplo mais simples é a escala de Dó Maior.
C D E F G A B C

Se olharmos para estas notas no teclado, temos aí a estrutura de uma escala maior e o que a define é:
Uma subida de notas em tons inteiros, excepto da 3ª para a 4ª nota e da 7ª para a 8ª onde temos intervalos de meio tom. (meios tons assinalados com '_')

C D E_F G A B_C

Genericamente podemos dizer que uma escala maior é:
1 2 3_4 5 6 7_8

A partir deste conceito, podemos aplicar esta fórmula, começando em qualquer nota, necessitando apenas de fazer alguns ajustes, alterar algumas notas.


Uma regra final:
Para alterar as notas, só posso fazê-lo seguindo uma ordem:
Ordem dos sustenidos (#) - F C G D A E B
Ordem dos bemois (b) - B E A D G C F

Com isto quero dizer que, se quiser utilizar o C#, então o F terá obrigatoriamente que ser sustenido também (F#) e assim sucessivamente.

Exemplo prático: Se quisermos começar em Lá, o que temos que fazer às notas para esta fórmula ser verdadeira?

Se utilizarmos apenas as notas
A B_C D E_F G A
não obtemos a sonoridade de uma escala maior. Vamos ter que alterar algumas notas para tornar a fórmula verdadeira.
Sabemos que precisamos de ter tons inteiros até à 3ª nota e depois precisamos de meio tom, então:
A B - 1 tom - V
B C - 1 tom - F
Necessitamos de alterar uma nota, e só pode ser o C, senão invalidamos o intervalo anterior. Se só temos meio tom entre B e C então vamos utilizar um sustenido.
B C# - 1 tom - V
C# D - 1/2 tom - V
Não esquecer que esta é a passagem do 3 para o 4 que necessita de meio tom.
D E - 1 tom - V
E F# - 1 tom - V
Como foi dito, se quisesse alterar o C teria que alterar o F também, e como podemos verificar, ficou bem.
F# G - 1 tom - F
É necessário alterar o G também, para ficarmos com 1 tom.
F# G# - 1 tom - V
G# A - 1/2 tom - V

Ficamos com
A B C#_D E F# G#_A
A escala de Lá Maior

Novo desafio. Façam isto a começar em todas as notas possíveis. Isto é apenas uma pequena parte do alfabeto e tem que ficar mais entranhado em vocês do que lapas em rochas. :p

PS. Se acharem algumas coincidências nesta história das escalas não estranhem, a música tem muito de matemática e à medida que o conhecimento vai aumentando,
vão achar coisas muito curiosas. Para espicaçar um pouco, reparem na ordem dos sustenidos e dos bemóis... estranho não...?! ;)

Boa sorte e bom estudo!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Estudo de Escalas

Escalas?! Acho que prefiro ir limpar as cabines do wc de um qualquer festival. Porém, quem diz que não são essenciais, ou já sabe muito ou então não percebe nada do assunto.

Penso que houve um grande músico que disse qualquer coisa do género "é preciso aprender as escalas todas muito bem. Depois, podemos esquecê-las..."
Não podia estar mais de acordo. As escalas têm que ficar tão enraízadas em nós como o alfabeto (e este já não o treinamos todos os dias). No entanto, ao chegar a esse ponto, acredito que já não seja necessário treiná-las todos os dias.
Mas para a esmagadora maioria, este ponto ainda está muito longe, portanto, há que "perder" tempo com este massacre.

Existem inumeros exercícios que se podem fazer (e convém ir variando de vez em quando) com escalas no entanto, e por uma questão de optimização do tempo disponível para as minhas sessões, destaco os seguintes:

- Escala na extensão completa do instrumento
- Escala em 3ªs, na extensão completa do instrumento
- Escala Maior em acordes de 7ª, na extensão completa do instrumento
- Escala Pentatónica (1,2,3,5,6) na extensão completa do instrumento
- Escala de Blues Simples (1,b3,4,#4,5,b7) na extensão completa do instrumento
- Escala Flexível, exercício de improvisação com Aebersold Vol 24

Na minha ideia, se pelo menos estes exercícios, estiverem dominados nas 12 escalas a 100 bpms, penso que já temos uma boa base para prosseguir para outro nível no que respeita a esta temática.