segunda-feira, 9 de abril de 2012

Harmonia de Escalas Maiores

No que respeita à vertente teórica do blog, vamos começar uma jornada sobre a harmonia de Escalas Maiores.
 
A título de introdução, vamos tecer algumas considerações.
 
Primeiro devemos estar conscientes que num determinado acorde, podemos tocar várias escalas ou modos. Já falámos em algumas, mas vamos relembrar as escolhas mais básicas
 
- Jónio: I7M
- Dórico: IIm7
- Frígio: IIIsus(b9)
- Lídio: IV7M(#4) ou IV7M(#11)
- Mixolídio: V7
- Aeólio:VIm(b6)
- Lócrio: VIIm7(b5)
- Mixolídio: Vsus
 
Para terminar esta introdução, lanço a seguinte questão: Se todos aqueles acordes pertencem à escala de C Maior, porquê pensar em modos e não apenas na escala onde as progressões se encontram?
 
Por causa das notas a evitar. Este tema será abordado no próximo post.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

9,11 e 13 - O que significa?

Para quem já andou a ver umas cifras, certamente deve-se ter perguntado sobre o significado dos 9, 11 e 13 que eventualmente encontraram.
 
Uma explicação muito básica sobre este tema:
 
Se estivermos em C, aprendemos que 5 = G e 7 = B. Ora, os números 9 e 11 aparecem quando prolongamos a escala a mais do que uma oitava, ficando então:
1 - C
2 - D
3 - E
4 - F
5 - G
6 - A
7 - B
8 - C
9 - D
10 - E
11 - F
12 - G
13 - A
14 - B
 
Para justificar a utilização dos números 9 e 11, vamos também estabelecer uma outra regra. Os acordes são construídos por intervalos de 3ª e só acrescentando mais do que uma oitava é que obtemos todas as notas da escala:
1 - C
3 - E
5 - G
7 - B
9 - D
11 - F
13 - A
 
Em termos de leitura, podemos estabelecer que:
2 = 9 = D
4 = 11 = F
6 = 13 = A
 
No que respeita às cifras propriamente ditas, posso dizer pela minha experiência que:
 - Em 99% dos casos, se quisermos referenciar a 2ª nota da escala, encontramos um 9 (Ex: Esus(b9))
 - No entanto, na referência à 4ª nota da escala, já encontramos um rácio mais equilibrado, talvez na ordem dos 50-50 (Ex: F7M(#4) e F7M(#11))
 - Já em relação à 6ª nota da escala, ainda não encontrei muitos casos onde fosse referenciada numa cifra, mas tipicamente, tendem a ser utilizados de uma forma equilibrada também.
 
Uma maneira simples de nos familiarizarmos com esta numeração é descrever uma escala como sendo:
root, 9, 3, 11, 5, 13, 7

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aplicações Android

Até há muito pouco tempo, eu era daqueles indivíduos que achava que um telemóvel servia apenas para fazer e receber chamadas e como tal, teimava em ter um telefone muito rudimentar que apenas servia para esse efeito.
 
Quando comecei a ver esta moda dos smartphones pensava cá para mim que era apenas mais uma paneleirice. No entanto, passado algum tempo, comecei a pensar se não seria eu a ser um pouco obtuso e a armar-me em esquisito ao negar a utilidade do bicho.
 
Decidi portanto presentear-me com um telefone esperto android. E esta decisão não poderia ter sido melhor. Estou rendido às suas funcionalidades e já sou capaz de debater com qualquer um sobre este novo conceito de telemóvel. Desde ir à internet, à panóplia de aplicações que estes dispositivos apresentam, cedo rendi-me às evidências.
 
Neste momento tenho um telefone que faz e recebe chamadas, vai à internet, tenho uma agenda pessoal, GPS e ainda... wait for it... serve de assistente musical!!
 
É verdade, instalei umas quantas aplicações de música que fazem do meu novo telefone, um espectacular assistente musical.
 
Vamos lá falar das aplicações que instalei então:
 
- Mobile Metronome - Metrónomo
- gStrings - Afinador
- Musical Lite - Teclado
- Audio Speed Changer - uma app que altera a velocidade de uma música sem alterar o tom
- Interval Recognition - treinador de ouvido (identificar intervalos, escalas e acordes)
- Jazz Radio.com - Aplicação que disponibiliza vários radios on-line só com música de Jazz
- iReal b - Todas as aplicações que referi anteriormente são gratuitas. Esta é a única pela qual tive que pagar 8€ para ter mas vale cada cêntimo. É sem dúvida uma aplicação imperdível para quem anda nestas andanças. Muito basicamente, isto é uma aplicação que serve de playalong e tem todos os temas que vocês podem imaginar e ainda mais alguns, cifrados!! A cada tema podemos alterar o tempo, o tom, e inclusivamente o tipo de ritmo que o acompanha. Também podemos compor e alterar os temas que entretanto puxámos para o telefone. BRUTAL!!
 
Em suma, se puderem ter um smartphone e ainda não têm, comprem!! Eu compraria um aparelho só pelas aplicações de música, quanto mais para tudo o resto.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Teoria de Acordes/Escalas

O último post sobre Jazz Modal serve de prelúdio ao próximo grande capítulo onde vamos abordar a Teoria de acordes/escalas.
 
A título de introdução para este capítulo, venho reforçar algumas premissas que fazem deste capítulo, um capítulo fundamental no caminho para o desenvolvimento do jazzador.
 
Esta revolução surgiu nos anos 50/60, e como já referimos, é um dos grandes marcos na história do Jazz: o começo do pensamento horizontal (escalas e modos) como complemento ao pensamento vertical (acordes).
 
Com esta nova forma de pensamento, abrem-se muitas portas no que respeita à improvisação pois muitas mais opções ficam disponíveis quando se aborda um tema.
 
De ora em diante, iremos sempre tentar associar as cifras a escalas e modos, mais do que aos acordes propriamente ditos.
 
Neste capítulo, iremos falar sobre a harmonia dos tipos de escala consideradas principais e que já nos vão dar muito trabalho, a saber:
 
- Escala Maior
- Escala Menor Melódica
- Escala Diminuta
- Escala de Tons Inteiros
 
Para quem já percebe alguma coisa de música, sabe certamente que estes não são os únicos tipos de escala disponíveis, mas o meu amigo Mark é que sabe e, por agora, ele só quer falar nestas, portanto, como bom aprendiz, vou fazer o mesmo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Jazz Modal

Vou hoje abordar de uma forma muito superficial um conceito que representa um dos grandes marcos na história do Jazz, o Jazz Modal.
 
Naturalmente, muito mais há a dizer sobre o tema do que aquilo que aqui falo. No entanto relembro, que estes são apenas os meus apontamentos sobre o livro de teoria do Mark Levine e o que encontram aqui escrito são apenas algumas considerações que eu considero relevantes.
 
A melhor e mais curta definição para Jazz Modal consiste em duas premissas, poucos acordes e muito espaço.
 
Podemos dizer que este conceito nasceu com o tema So What de Miles Davis, no álbum Kind of Blue.
 
É um tema muito característico, tendo uma estrutura muito simples:
16 compassos em Dm7; 8 compassos em Ebm7; 8 compassos em Dm7
 
Este conceito trouxe muito mais espaço a cada acorde, o que obrigou os músicos a centrarem-se mais em escalas e modos do que nos acordes propriamente ditos.
 
Podemos afirmar que foi a partir desta altura que houve uma quebra na forma de abordar o Jazz. Em vez de pensarmos de uma forma vertical, abordando cada acorde, começou-se a perspectivar um maior interesse num pensamento horizontal, em escalas e modos.
 
Instanciando esta afirmação ao tema So What, este discurso torna-se perceptível uma vez q, se durante 16 compassos temos apenas um acorde (Dm7) temos aqui um problema para resolver se pensássemos apenas em acordes, ficaria demasiado monótono.
 
Em baixo, segue o tema que é absolutamente obrigatório para qualquer jazzadorzeco que se preze.
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Modo Lócrio

Como já foi dito, toda esta exposição teórica segue os meus apontamentos tirados do livro de teoria do Jazz de Mark Levine.
 
Seguindo a sua linha de pensamento, vamos abordar o modo lócrio de uma maneira muito superficial nesta fase.
 
O que podemos dizer sobre este modo nesta altura do campeonato?
 
Estrutura genérica:
1 b2 b3 4 b5 b6 b7
 
Para caracterizar o acorde, vamos então analisar os intervalos das notas que o compõem:
Qual o intervalo de 1 para 3? -> 3ª menor
Qual o intervalo de 1 para 5? -> 5ª diminuta
Qual o intervalo de 1 para b7? -> 7ª menor
 
Ora, tendo em conta que saltámos uns quantos modos (Frígio, Lídio e Aeólio) e não vamos nesta fase, tecer mais comentários quanto a eles, porque raio fala o Mark deste acorde?
 
A minha opinião é que falamos deste acorde por ser o único que não tem uma 5ª Perfeita originando um tipo de acorde que até aqui ainda não vimos: o acorde meio-diminuto.
 
A cifra mais usada para este acorde é VIIφ (este símbolo pretende ser uma espécie de "o" minusculo cortado ao meio, mas também se utiliza com muita frequência a cifra VII-7(b5)
 
Exemplo: Em Dó Maior, o acorde que sugere o modo lócrio é cifrado como B-7(b5).

terça-feira, 6 de março de 2012

Como funciona a música

Para o leitor mais atento, este relato tem sido um pouco intermitente. Devo dizer que mesmo na minha aventura, as coisas não têm corrido de feição.
 
De qualquer forma, esta é mais uma tentativa para me tentar disciplinar nesta maratona.
 
E que melhor forma de recomeçar esta aventura do que partilhar com vocês uma série de vídeos muito interessantes sobre como funciona a música.
 
Este é apenas o primeiro vídeo, mas depois podem aproveitar a lista que vos aparece no final para visualizarem o documentário todo.
 
Aconselho vivamente.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - Só Danço Samba

E como não há duas sem três, mais outro tema. Um sambinha para animar a malta... já cheira a carnaval!!

Antes de retomar a aventura a 100%, com direito a lições de teoria e tudo, preciso de fazer uma pausa para me concentrar num trabalho que tenho em mãos. Mas em Março, espero ter tempo para voltar a concentrar-me na teoria e a partilhar esta jornada com vocês.

Enjoy!

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - All of Me

O que está a dar agora é partilhar alguns temas que gravei.

Este foi gravado nos últimos dias de Dezembro.

E quem é que não conhece este...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - The East of the Sun

Não tenho investido muito tempo na teoria. É seguramente algo em que tenho que apostar. No entanto, esta aventura não se compadece apenas de estudo. É preciso tocar!!

Apesar de todas as contrariedades, continuo a tocar, não tanto como desejado mas continuo.

Eis um tema bem calminho que gravei em Outubro.