quarta-feira, 4 de abril de 2012

9,11 e 13 - O que significa?

Para quem já andou a ver umas cifras, certamente deve-se ter perguntado sobre o significado dos 9, 11 e 13 que eventualmente encontraram.
 
Uma explicação muito básica sobre este tema:
 
Se estivermos em C, aprendemos que 5 = G e 7 = B. Ora, os números 9 e 11 aparecem quando prolongamos a escala a mais do que uma oitava, ficando então:
1 - C
2 - D
3 - E
4 - F
5 - G
6 - A
7 - B
8 - C
9 - D
10 - E
11 - F
12 - G
13 - A
14 - B
 
Para justificar a utilização dos números 9 e 11, vamos também estabelecer uma outra regra. Os acordes são construídos por intervalos de 3ª e só acrescentando mais do que uma oitava é que obtemos todas as notas da escala:
1 - C
3 - E
5 - G
7 - B
9 - D
11 - F
13 - A
 
Em termos de leitura, podemos estabelecer que:
2 = 9 = D
4 = 11 = F
6 = 13 = A
 
No que respeita às cifras propriamente ditas, posso dizer pela minha experiência que:
 - Em 99% dos casos, se quisermos referenciar a 2ª nota da escala, encontramos um 9 (Ex: Esus(b9))
 - No entanto, na referência à 4ª nota da escala, já encontramos um rácio mais equilibrado, talvez na ordem dos 50-50 (Ex: F7M(#4) e F7M(#11))
 - Já em relação à 6ª nota da escala, ainda não encontrei muitos casos onde fosse referenciada numa cifra, mas tipicamente, tendem a ser utilizados de uma forma equilibrada também.
 
Uma maneira simples de nos familiarizarmos com esta numeração é descrever uma escala como sendo:
root, 9, 3, 11, 5, 13, 7

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Aplicações Android

Até há muito pouco tempo, eu era daqueles indivíduos que achava que um telemóvel servia apenas para fazer e receber chamadas e como tal, teimava em ter um telefone muito rudimentar que apenas servia para esse efeito.
 
Quando comecei a ver esta moda dos smartphones pensava cá para mim que era apenas mais uma paneleirice. No entanto, passado algum tempo, comecei a pensar se não seria eu a ser um pouco obtuso e a armar-me em esquisito ao negar a utilidade do bicho.
 
Decidi portanto presentear-me com um telefone esperto android. E esta decisão não poderia ter sido melhor. Estou rendido às suas funcionalidades e já sou capaz de debater com qualquer um sobre este novo conceito de telemóvel. Desde ir à internet, à panóplia de aplicações que estes dispositivos apresentam, cedo rendi-me às evidências.
 
Neste momento tenho um telefone que faz e recebe chamadas, vai à internet, tenho uma agenda pessoal, GPS e ainda... wait for it... serve de assistente musical!!
 
É verdade, instalei umas quantas aplicações de música que fazem do meu novo telefone, um espectacular assistente musical.
 
Vamos lá falar das aplicações que instalei então:
 
- Mobile Metronome - Metrónomo
- gStrings - Afinador
- Musical Lite - Teclado
- Audio Speed Changer - uma app que altera a velocidade de uma música sem alterar o tom
- Interval Recognition - treinador de ouvido (identificar intervalos, escalas e acordes)
- Jazz Radio.com - Aplicação que disponibiliza vários radios on-line só com música de Jazz
- iReal b - Todas as aplicações que referi anteriormente são gratuitas. Esta é a única pela qual tive que pagar 8€ para ter mas vale cada cêntimo. É sem dúvida uma aplicação imperdível para quem anda nestas andanças. Muito basicamente, isto é uma aplicação que serve de playalong e tem todos os temas que vocês podem imaginar e ainda mais alguns, cifrados!! A cada tema podemos alterar o tempo, o tom, e inclusivamente o tipo de ritmo que o acompanha. Também podemos compor e alterar os temas que entretanto puxámos para o telefone. BRUTAL!!
 
Em suma, se puderem ter um smartphone e ainda não têm, comprem!! Eu compraria um aparelho só pelas aplicações de música, quanto mais para tudo o resto.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Teoria de Acordes/Escalas

O último post sobre Jazz Modal serve de prelúdio ao próximo grande capítulo onde vamos abordar a Teoria de acordes/escalas.
 
A título de introdução para este capítulo, venho reforçar algumas premissas que fazem deste capítulo, um capítulo fundamental no caminho para o desenvolvimento do jazzador.
 
Esta revolução surgiu nos anos 50/60, e como já referimos, é um dos grandes marcos na história do Jazz: o começo do pensamento horizontal (escalas e modos) como complemento ao pensamento vertical (acordes).
 
Com esta nova forma de pensamento, abrem-se muitas portas no que respeita à improvisação pois muitas mais opções ficam disponíveis quando se aborda um tema.
 
De ora em diante, iremos sempre tentar associar as cifras a escalas e modos, mais do que aos acordes propriamente ditos.
 
Neste capítulo, iremos falar sobre a harmonia dos tipos de escala consideradas principais e que já nos vão dar muito trabalho, a saber:
 
- Escala Maior
- Escala Menor Melódica
- Escala Diminuta
- Escala de Tons Inteiros
 
Para quem já percebe alguma coisa de música, sabe certamente que estes não são os únicos tipos de escala disponíveis, mas o meu amigo Mark é que sabe e, por agora, ele só quer falar nestas, portanto, como bom aprendiz, vou fazer o mesmo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Jazz Modal

Vou hoje abordar de uma forma muito superficial um conceito que representa um dos grandes marcos na história do Jazz, o Jazz Modal.
 
Naturalmente, muito mais há a dizer sobre o tema do que aquilo que aqui falo. No entanto relembro, que estes são apenas os meus apontamentos sobre o livro de teoria do Mark Levine e o que encontram aqui escrito são apenas algumas considerações que eu considero relevantes.
 
A melhor e mais curta definição para Jazz Modal consiste em duas premissas, poucos acordes e muito espaço.
 
Podemos dizer que este conceito nasceu com o tema So What de Miles Davis, no álbum Kind of Blue.
 
É um tema muito característico, tendo uma estrutura muito simples:
16 compassos em Dm7; 8 compassos em Ebm7; 8 compassos em Dm7
 
Este conceito trouxe muito mais espaço a cada acorde, o que obrigou os músicos a centrarem-se mais em escalas e modos do que nos acordes propriamente ditos.
 
Podemos afirmar que foi a partir desta altura que houve uma quebra na forma de abordar o Jazz. Em vez de pensarmos de uma forma vertical, abordando cada acorde, começou-se a perspectivar um maior interesse num pensamento horizontal, em escalas e modos.
 
Instanciando esta afirmação ao tema So What, este discurso torna-se perceptível uma vez q, se durante 16 compassos temos apenas um acorde (Dm7) temos aqui um problema para resolver se pensássemos apenas em acordes, ficaria demasiado monótono.
 
Em baixo, segue o tema que é absolutamente obrigatório para qualquer jazzadorzeco que se preze.
 

sexta-feira, 16 de março de 2012

Modo Lócrio

Como já foi dito, toda esta exposição teórica segue os meus apontamentos tirados do livro de teoria do Jazz de Mark Levine.
 
Seguindo a sua linha de pensamento, vamos abordar o modo lócrio de uma maneira muito superficial nesta fase.
 
O que podemos dizer sobre este modo nesta altura do campeonato?
 
Estrutura genérica:
1 b2 b3 4 b5 b6 b7
 
Para caracterizar o acorde, vamos então analisar os intervalos das notas que o compõem:
Qual o intervalo de 1 para 3? -> 3ª menor
Qual o intervalo de 1 para 5? -> 5ª diminuta
Qual o intervalo de 1 para b7? -> 7ª menor
 
Ora, tendo em conta que saltámos uns quantos modos (Frígio, Lídio e Aeólio) e não vamos nesta fase, tecer mais comentários quanto a eles, porque raio fala o Mark deste acorde?
 
A minha opinião é que falamos deste acorde por ser o único que não tem uma 5ª Perfeita originando um tipo de acorde que até aqui ainda não vimos: o acorde meio-diminuto.
 
A cifra mais usada para este acorde é VIIφ (este símbolo pretende ser uma espécie de "o" minusculo cortado ao meio, mas também se utiliza com muita frequência a cifra VII-7(b5)
 
Exemplo: Em Dó Maior, o acorde que sugere o modo lócrio é cifrado como B-7(b5).

terça-feira, 6 de março de 2012

Como funciona a música

Para o leitor mais atento, este relato tem sido um pouco intermitente. Devo dizer que mesmo na minha aventura, as coisas não têm corrido de feição.
 
De qualquer forma, esta é mais uma tentativa para me tentar disciplinar nesta maratona.
 
E que melhor forma de recomeçar esta aventura do que partilhar com vocês uma série de vídeos muito interessantes sobre como funciona a música.
 
Este é apenas o primeiro vídeo, mas depois podem aproveitar a lista que vos aparece no final para visualizarem o documentário todo.
 
Aconselho vivamente.
 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - Só Danço Samba

E como não há duas sem três, mais outro tema. Um sambinha para animar a malta... já cheira a carnaval!!

Antes de retomar a aventura a 100%, com direito a lições de teoria e tudo, preciso de fazer uma pausa para me concentrar num trabalho que tenho em mãos. Mas em Março, espero ter tempo para voltar a concentrar-me na teoria e a partilhar esta jornada com vocês.

Enjoy!

 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - All of Me

O que está a dar agora é partilhar alguns temas que gravei.

Este foi gravado nos últimos dias de Dezembro.

E quem é que não conhece este...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Wannabe-Jazzer - The East of the Sun

Não tenho investido muito tempo na teoria. É seguramente algo em que tenho que apostar. No entanto, esta aventura não se compadece apenas de estudo. É preciso tocar!!

Apesar de todas as contrariedades, continuo a tocar, não tanto como desejado mas continuo.

Eis um tema bem calminho que gravei em Outubro.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Os primeiros frutos

Saudações,
 
já lá vai algum tempo desde que escrevi o último post. Mas desengane-se aquele que pensa que esta experiência ficou por aqui.
 
É verdade que não tenho tocado tanto ou dado tanta atenção à teoria como nos primeiros tempos, mas ainda assim, tenho tocado mais do que escrito no blogue e cheguei a uma conclusão bastante interessante.
 
Durante todo este percurso, pela primeira, senti que se ficar algum tempo sem tocar, já existem muitas coisas que estão enraizadas não perdendo o trabalho todo que tenho vindo a desenvolver até então.

É um bom tónico para continuar a trabalhar, mas sem dúvida que tenho que retomar os estudos de teoria e retomar a disciplina que tenho tido até aqui.