terça-feira, 23 de outubro de 2012

Acorde Lídio Aumentado

Continuando o estudo da harmonia da escala menor melódica, chegamos ao 3º modo onde encontramos um acorde Lídio Aumentado.
 
Neste acorde temos uma 3ª Maior e uma 7ª Maior sugerindo portanto, um acorde do estilo Eb7M.
 
No entanto, ao escrevermos este modo, deparamo-nos com a #4 e #5 pelo que, a verdadeira notação deste acorde deveria ser Eb 7M #4 #5.
 
Para evitar esta cifra comboio, recorre-se à técnica para omitir algumas das alterações do modo pelo que, decidimos omitir o #4 e ficamos "só" com Eb 7M #5.
 
Ao analisarmos o acorde supracitado no exemplo, verificamos também que a 3ª, #5ª e 7ª do acorde fazem a tríade de G pelo que, também podemos cifrar este acorde em G/Eb. Esta cifra deve ser lida como tríade de G com Eb no baixo.
 
Ao cifrarmos os acordes desta maneira, dizemos que estamos a usar um slash chord (acorde com barra). Teremos um post sobre este tipo de acordes lá mais para a frente.
 
Chamamos a este modo Lídio Aumentado porque na prática temos o modo Lídio (#4) com uma 5ª Aumentada (#5).
 
Para terminar, ficamos a saber também que este é um modo que começou a ser usado nos 60's.

domingo, 21 de outubro de 2012

Sax Masters - Ben Webster

Desafio-vos a encontrarem um saxofonista que consiga ser tão meloso como o mestre Ben Webster.
 
Este homem consegue enternecer o diabo.
 
Ponham-se num ambiente confortável e deixem-se envolver por esta versão de Somewhere over the rainbow.
 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Acorde susb9

Hoje vou falar-vos de um acorde bastante interessante, o sus(b9).
 
Para improvisarmos sobre este acorde, temos duas escolhas de escalas:
- o modo frígio
- 2º modo da escala menor melódica
 
A única diferença entre estes dois modos é a 6ª sendo que, é b6 no modo frígio e 6 no 2º modo da escala menor melódica. b6 é muito mais dissonante.
 
Olhando para a 3ª e a 7ª notas do acorde, sugere-se que se pudesse tocar este modo num acorde IIm7. No entanto, a nota b9 impede esta opção.
 
Para finalizar, o mais importante e o que torna este acorde tão interessante; tipicamente, as notas mais importantes de um acorde são a 3ª e a 7ª. Neste acorde específico, as notas mais importantes são a b9, 4ª e 6ª.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Acorde maior-menor

Hoje proponho-me a abordar o primeiro acorde da escala menor, o acorde maior-menor.
 
Antes de começar, queria relembrar que já aqui foi dito que os acordes de 7ª menor funcionam na generalidade como um acorde II.
 
Um acorde de 7ª maior-menor funciona como um acorde menor I - também chamado de acorde menor tónico.
 
Este acorde é frequentemente usado como substituto para os acordes de 7ª menor. No entanto, há que ter algum cuidado; esta substituição só pode ser feita quando o acorde II não faz parte de uma progressão II-V. Outra excepção a ter em conta prende-se com o facto de não podermos fazer a substituição quando a 7ª menor faz parte da melodia.
 
Para terminar, há a dizer que esta substituição não é, de todo, obrigatória. Dá apenas um toque diferente, e não deve ser sobreutilizada.

domingo, 23 de setembro de 2012

Fahir Atakoglu

Hoje gostava de vos apresentar o senhor Fahir Atakoglu.
 
Compositor e pianista turco, este senhor tem monopolizado os meus ouvidos.
 
Tenho andado a ouvir dois álbuns dele que recomendo vivamente:
Instambul in Blue
Faces & Places
 
Já agora, aproveito para dizer que o saxofonista também se desenrasca bem, Bob Franceschini.
 
Aqui deixo a 1ª música do álbum Instambul in Blue.
 
Enjoy!
 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Learn the changes and then forget them

Foi Charlie "Bird" Parker que proferiu esta célebre frase que, em jeitos de tradução livre quererá dizer qualquer coisa como; Aprende as mudanças e depois esquece-as.
 
Isto para mim era um simples pensamento engraçado até aparecer um tema onde esta máxima foi posta em prática, ainda que inadvertidamente.
 
Corria o tema Take the A Train. Já tinha dado uma vista de olhos aos acordes e às mudanças e estava alegremente a improvisar quando a determinada altura, apercebo-me que já não estou a prestar atenção aos acordes. Os movimentos do tema eram-me tão naturais que, quando estava a improvisar, não estava a pensar em que nota tinha que cair ou qual o acorde onde estava... era eu, simplesmente a tocar aquele tema.
 
Senti uma liberdade na minha improvisação que até então não tinha sentido. Estava apenas preocupado em fazer sentido no que estava a tocar.
 
A partir deste dia, percebi realmente o que ele queria dizer com isto e resta-me terminar com uma conclusão deveras óbvia: Charlie Bird tinha razão.
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Harmonia de Escalas Menores

Continuando a nossa jornada pela teoria, os próximos posts serão dedicados à introdução da Harmonia de Escalas Menores.
 
Antes de entrarmos mais em detalhe, vamos tecer algumas considerações gerais sobre este tipo de Harmonia. A primeira curiosidade prende-se com a constatação de que o mais pequeno pormenor pode ter uma influência gigante num contexto mais abrangente.
 
O que estou a querer dizer com isto? Sabem qual a diferença entre uma escala maior e menor? Não estamos a falar de escalas menores harmónicas nem melódicas, estamos a falar da simplesmente da escala menor.
 
Pois bem, a única diferença entre estas escalas reside na 3ª nota da escala.
 
Relativamente à tónica, temos uma intervalo de 3ª Maior na escala Maior e uma 3ª menor na escala menor.
 
Realço, é a única diferença!
 
Esta pequena diferença faz com o panorama geral seja amplamente diferente entre estes dois tipos de harmonia.
 
A escala menor começa por ser uma escala muito mais "escura" e exótica. Tem também mais possibilidades de intervalos o que enriquece este tipo de harmonia.
 
A saber:
 
- Ambas as escalas têm 7 modos
 
- A escala maior tem apenas intervalos de 4ª, sendo que apenas um deles não é perfeito, é um trítono.
C_F D_G E_A F_B (trítono) G_C A_D B_E
 
- Já a escala menor tem dois trítonos e uma 3ª Maior
C_F D_G Eb_A (trítono) F_B (trítono) G_C A_D B_Eb (3ª Maior)
 
Por uma razão que ainda não consegui determinar, nem todos os modos têm um nome à semelhança do que acontece na harmonia de escalas maiores. No entanto, vamos falar neles todos.
 
- menor-Maior: Im7M
- 2º modo da escala menor: IIsus(b9)
- Lídio Aumentado: III7M(#5)
- Lídio Dominante: IV(#11)
- 5º modo da escala menor: Im7M/V
- meio diminuto: VI7m(b5)
- alterado ou diminuto de tons inteiros: VII7alt

domingo, 16 de setembro de 2012

Comeback

Por esta altura, já todos os milhares de fãs que durante algum tempo ainda persistiam em cá vir todas as horas ansiando por um novo post, desistiram pensando que o seu ídolo tinha deixado de escrever. Pior... que tinha (glup) deixado de tocar.
 
É verdade que já não escrevo há algum tempo, e isso significa quase exactamente o que parece. Muita indisciplina, sobretudo na parte teórica, que está moribunda.
 
Devo no entanto fazer notar que, no que respeita ao toque, já não é bem assim. Se por um lado tenho negligenciado as minhas rotinas e toda a parte do estudo teórico, no que respeita ao toque, já pia mais fininho. Tenho tocado e tenho improvisado.
 
Não sei quantificar se toda esta abstinência de disciplina tem sido benéfica. De qualquer forma, mais do que qualquer exercício, o fim desta brincadeira toda é a improvisação, e pelo menos isso tenho treinado.
 
Os factores que contribuem para este despiste não são claros e não estão perto de estar resolvidos. Mas vou tentar recuperar as rédeas desta aventura.
 
O facto de não saber a razão destas falhas significará com certeza que esta situação vai repetir-se no futuro, mas fica aqui registado que ainda estou longe de desistir.
 
Faz-me falta um mentor, para me guiar, trocar ideias e sobretudo para me dar alguma pressão para apresentar resultados. Talvez consiga arranjar uma solução.
 
Enquanto não aparece, é continuar fazendo o melhor que posso... não é certamente o suficiente, mas é o meu possível.
 

domingo, 6 de maio de 2012

Modo Lócrio e acorde semi-diminuto

Para terminar este capítulo sobre a Harmonia de escalas maiores, vou-vos apresentar o único modo da escala maior que não tem uma 5ª perfeita, daí o acorde resultante VIIm7(b5).
 
Uma das características deste modo é que a nota b9 deve ser considerada como nota a evitar ou seja, nota a utilizar com muito cuidado, tipicamente apenas como nota de passagem sem grande ênfase.
 
Este modo pode ser substituído pela escala menor harmónica, são ambos válidos.
 
Existe também um modo na escala menor melódica que não tem notas a evitar, mas já veremos.
 
Por agora, encerramos o capítulo sobre Harmonia de escalas maiores e vamos passar para a harmonia das escalas menores.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sax Masters - Paquito D'Rivera

O mestre que vos vou mostrar hoje obriga-me a dizer: "Quando for grande quero ser assim!".
 
Desengane-se aquele que pensa que este senhor se trata de mais um mestre do Jazz puro e duro. Este é um senhor que se notabilizou num estilo muito próprio de Jazz, o Latin Jazz.
 
Os sons do caribe permitem que este senhor espalhe magia sempre que toca, usando linhas melódicas com uma coesão e duração extraordinárias. Parece que está a construir um grande e belo discurso e sempre com uma descontração que apetece mandar chapadas.
 
O vídeo de hoje não é de todo, representativo da monstruosidade que é o Paquito mas tive que escolher este para vocês perceberem a descontração e felicidade com que este tipo de gente do caribe toca este tipo de música.
 
Analisem só a cara do pianista enquanto toca algo que, pelo menos a mim, parece-me complicado...não sei... esse senhor é também outro estúpido da merda, Michel Camilo.
 
Se alguma vez era preciso tocar tanto... enfim! (suspiro)
 
Divirtam-se!